domingo, 20 de abril de 2014

Aprenda a fazer um jardim sensorial


Ter plantas em casa é uma maneira de entrar em contato com a natureza. Mas, mais do que avivar a visão com o verde das folhagens ou com flores coloridas, os outros sentidos também podem ser estimulados, bastando para isso criar um jardim sensorial.

“O projeto pode ser feito no quintal, em varandas ou no interior de casas e apartamentos e tem por objetivo estimular todos os cinco sentidos: tato, olfato, gustação e audição, além da visão”, explica a paisagista, especialista em Feng-Shui e jardinagem orgânica, Marizeth Estrela.

“Ao trazer aos moradores a oportunidade de interagir com o meio-ambiente, o jardim sensorial aguça os cinco sentidos, promove o equilíbrio, é uma forma de terapia e também desperta o aprendizado. Qualquer pessoa pode se beneficiar desse contato com a natureza, adequando o cultivo às espécies que favoreçam a percepção e o uso dos sentidos”, afirma Marizeth.

Segundo a paisagista, esse tipo de jardim tem grande influência oriental e prevê o uso de diferentes espécies, com texturas variadas, para estimular o tato; repuxos de água, introduzindo cascatas ou aquários, para estimular a audição; a visão é aguçada pelo cultivo de espécies com folhagem e flores diversas; o olfato, pelos aromas e, a gustação, pelo uso de ervas aromáticas ou plantas comestíveis no jardim.

Plantas para estimular os sentidos

A variedade é o fator-chave de um jardim sensorial. Para Marizeth, a composição de um jardim sensorial deve contemplar plantas aromáticas, espécies com folhas de texturas distintas, flores coloridas e fontes de água, para que a percepção seja amplamente estimulada e os sentidos todos despertados. “Quem mora em apartamento ou tem pouco espaço disponível pode escolher cantos diferentes da casa e compor um mini-jardim para cada sentido”, sugere a paisagista.

Visão: variar com espécies de tamanhos e formatos diferentes, com folhagens diversas e cores variadas. Pode-se alcançar o efeito desejado com o plantio de Camelia (Camelia japônica), gerânios (Pelargonium crispum), crisântemos (Chrysanthemum morifolium), flor-de-cera (Hoya carnosa), violetas (Violeta odorata), calêndula (Calendula officinalis), cavalinha (Equisetum hyemale), Hibiscus (Hibiscus sabdariffa), entre outras. 

Violeta - Foto: Karen/Flickr

Olfato: ervas aromáticas, como as utilizadas para chás e temperos são ideais para estimular o olfato. Tomilho (Thymus x citriodorus), camomila (Chamomilla recutita), orégano (Origanum vulgare), alecrim (Rosmarinus officinalis), manjericão (Oncimum basilicum), hortelã (Menta piperita), funcho/erva-doce (Foeniculum vulgare), são algumas das opções para aguçar esse sentido. Pode-se ainda fazer uso de espécies com flores perfumadas, a exemplo das Gardenias (Gardenia augusta), Jasmins com aromas de limão (Stephanotis floribunda), trepadeiras com aroma de tutti-frutti, como a diplodenia (Mandevilla splendens), orquídeas Sherry baby (aroma de Chocolate), lavanda (Lavandula officinalis), Capim-limão (Cymbopogon citratus).

Lavanda - Foto: Maja Dumat/Flickr

Tato: para o contato direto com as plantas, pelo toque, são ideais as suculentas ou crassulaceaes, algumas espécies de cactos, plantas com folhas aveludadas como o veludo-roxo (Gynura), corações emaranhados (Ceropegia woodii), tuia holandesa/tuia-limão (Cupressus macrocarpa), entre outras.

Corações emaranhados - Foto: Maja Dumat/Flickr

Gustação: Para despertar esse sentido, basta experimentar as ervas aromáticas utilizadas no jardim sensorial olfativo. Os temperos também podem ser aproveitados nas receitas e os chás saboreados após a infusão. Optar pelas frutíferas, como tomatinhos, morangos, laranjinha kinkan também é uma alternativa.
Alecrim - Foto: Fernando Cuenca/Flickr

Audição: o barulho da água de pequenas fontes ou mini-cascatas tem poder terapêutico e acalma. Esses complementos para o jardim podem ser comprados em casas do ramo ou home-centers.

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